Não escrevo para fazer média —
escrevo para alumiar lugares assombrados e inóspitos.

— Eddye Kiske

Eddye Kiske

Textos Indomáveis — Escrita Cheia de Efeito

Primeira tiragem numerada • R$ 50,00

Visão 3D

A poesia é um tesouro antigo — uma riqueza que não se mede em bens materiais.

É para quem está inteiro, presente, atento ao que o mundo diz em silêncio.

A poesia desloca o olhar comum.
Eleva a percepção.

Porque a forma como enxergamos a vida muda tudo —
e ela revela dimensões que quase sempre passam despercebidas.

Texto do livro Poesia Eletrônica Psicografada

Contos e minicontos | Eddye Kiske

Contos breves para iluminar o estranho, o trágico e o humano.

Treze Kg de Fogo e Paixão

Treze Kg de Fogo e Paixão

Era um homem maduro, de cabelos grisalhos, vaidoso e ainda dono de uma elegância que não havia se rendido ao tempo. Aposentado da Marinha, carregava no rosto as marcas de uma vida inteira dedicada aos outros. Havia sido casado duas vezes. Do primeiro casamento, um filho; do segundo, outro.

Quando ficou sozinho, decidiu que não queria mais ninguém. Não por amargura. Talvez por cansaço. Disse a si mesmo que já havia vivido demais para os outros. Agora queria viver para si. Queria a liberdade de acordar sem dar satisfação, tomar seu café em silêncio e desfrutar da solteirice.

Foi quando o destino bateu à sua porta. Um rapaz de vinte e um anos chegou para entregar um botijão de gás. Perguntou se queria que fizesse a instalação e os testes de segurança. Ele aceitou. Era apenas um serviço. Até que trocaram olhares.

O rapaz abaixou-se diante do fogão. Depois levantou os olhos. O homem desviou, mas olhou novamente. Dessa vez, nenhum dos dois desviou. O fogo ainda nem havia sido aceso, mas alguma chama já prenunciava um incêndio.

Trocaram números. Uma semana depois, o rapaz estava morando com ele. Eram discretos e reservados. Principalmente o homem mais vivido. A vizinhança tinha olhos demais, e eles preferiam guardar aquela felicidade dentro de casa.

Ali, foram descobrindo um ao outro: gostos, medos, manias, silêncios. E descobriram também que o coração não respeita idade. O homem, que havia jurado não querer mais ninguém, começou a sentir falta do rapaz quando ele saía. Esperava por ele. Sentia saudade. Uma chama havia voltado a acender naquele peito que julgava envelhecido para o amor. Ele estava feliz.

Naquela noite, beberam cerveja, vinho e uma dose de Campari com limão. A madrugada avançou entre risos, intimidade e desejo. Colocaram na vitrola um disco do Chris Isaak (Wicked Game) e dançaram abraçados, torcendo para que aquele momento fosse eternidade.

O rapaz, com medo de deixar o parceiro na mão, querendo acompanhar aquele fogo juvenil, escondido, tomou uma tadalafila. Os corpos em chamas...

Depois, o tempo desapareceu. Até que, de repente, o rapaz parou de responder. Primeiro, o homem pensou que fosse apenas cansaço. Chamou pelo seu nome. Nada. Tocou-lhe o rosto. Sacudiu-o. Nada.

— Meu Deus...

O rapaz estava nu sobre a cama. O homem entrou em desespero. Vestiu-se às pressas. Antes de sair, porém, percebeu que o parceiro também estava nu. Olhou para o rapaz e, tomado pela vergonha e pelo medo de que todos entendessem imediatamente o que havia acontecido, vestiu a cueca preta do jovem, que ele mesmo havia presenteado. Não pensou em mais nada. Só queria sair dali.

Abriu o portão e correu pela rua, chorando e pedindo socorro. Parou diante da casa de um poeta. Bateu com força. Uma, duas... O poeta abriu a porta assustado.

— O que aconteceu?

— Meu amor morreu! Meu Deus, o que vai ser de mim?

— Quem?

— Ele... ele morreu.

O poeta segurou seus braços.

— Vamos ligar para o SAMU agora.

— Não! — gritou o homem, chorando e inconsolável.

O poeta então o acompanhou até a casa. Entraram no quarto. O jovem permanecia imóvel sobre a cama. O poeta aproximou-se e procurou o pulso. Sentiu uma pulsação. Fraca. Mas estava ali. Colocou o ouvido sobre o peito. Uma batida. Depois outra.

— Ele está vivo!

Ajoelhou-se e começou a pressionar o peito do rapaz. Uma. Duas. Três. Na quarta compressão, o corpo se contraiu. O jovem puxou o ar com violência. Voltara.

O poeta ainda estava ao lado da cama quando se levantou e pisou em alguma coisa. Olhou para o chão. Era uma caixa de tadalafila. Fingiu que não viu. Levantou os olhos para o homem. Não perguntou nada. Não precisava.

Agora compreendia aquela madrugada, o desespero, o rapaz sobre a cama; contudo, havia poesia naquele caos. Naquele momento, importava apenas a luta para sobreviver: o rapaz estava vivo.

Mas o jovem trazia consigo uma lembrança que ninguém naquela casa poderia explicar e resolvera contar para ambos. Enquanto estivera desacordado, vira uma mulher. Ela estava diante dele. O rosto parecia familiar. Muito familiar. Ela estendia uma das mãos e acenava desesperadamente.

Volte.

Ele tentou aproximar-se. Ela continuava acenando.

Volte.

Havia urgência naquele gesto, como se ela soubesse que ele não deveria ultrapassar o limite. O rapaz tentou enxergar melhor aquele rosto. Quem era ela? De onde a conhecia? A memória não vinha inteira.

Até que uma possibilidade atravessou sua mente:

Minha avó.

Talvez fosse ela. Talvez não. Ele jamais teria certeza. Mas jamais esqueceria aquelas mãos, aquele aceno, aquele pedido.

Volte.

Os dois ouviram o relato do ex-morto com atenção e seriedade. O homem segurou sua mão com força. Não disse nada. As lágrimas diziam tudo.

Naquela madrugada, ambos descobriram que existe esperança para aqueles que ainda amam. Perceberam que algumas pessoas chegam à nossa vida, às vezes, para bagunçar tudo, mas, com certeza, entregar algum tesouro.

O homem havia escolhido a solidão. A vida lhe entregara o amor. E, por alguns minutos, quase o levou embora.

Ele aproximou o rosto do rapaz e beijou-lhe os lábios.

— Volte para mim.

O rapaz abriu os olhos e sorriu.

Pensou que, quem quer que fosse a pessoa que estava do outro lado, com certeza havia abençoado aquele encontro.

— Volte para mim — disse mais uma vez o seu amado.

Unidade 666

Unidade 666

— Boa noite. Vim visitar o paciente da UTI, leito 666.

A recepcionista ajustou os óculos e dobrou o jornal sobre a bancada. Na capa, uma nota em destaque: Homem é encontrado carbonizado dentro de um veículo e corre risco de morte.

O homem à sua frente tinha cabelos grisalhos e segurava um livro de capa dura contra o peito.

— Nome?

— Antenor Gonçalves de Jesus. Sou pastor. Vim ver um irmão que era voluntário na nossa igreja.

Ela conferiu os dados. Mirou o homem de cima a baixo e achou-o muito parecido com o ator José Mayer. Curiosa, perguntou:

— O livro é do Stephen King?

Ele sorriu, discreto.

— Bíblia Sagrada. Palavra de Deus.

O homem internado no leito 666 era Cleiton Andrade de Souza, terapeuta conhecido por atender casais em crise.

Reservado, ouvia mais do que falava.

Era assim que trabalhava. Lia as palavras e interpretava o que elas diziam entre o silêncio e a respiração.

Foi em uma de suas sessões que conheceu Bruno Bezerra e Maria Clara.

Eram casados.

Ele ostentava — dizia com orgulho — dezoito anos de relacionamento com a mesma mulher.

Primeiro e único amor.

Era o que ele dizia.

Mas o relacionamento alternava entre ciúme excessivo, agressões e declarações de amor.

As sessões começaram a ficar mais tensas.

O terapeuta tentava manter a neutralidade.

Mas, após sucessivos episódios, algo começou a se deslocar.

Até o dia em que Maria Clara apareceu com o braço enfaixado.

Cleiton respirou fundo. Buscou equilíbrio.

— Eu preciso que você me prometa que não vai mais agredi-la.

Bruno o encarou. Não hesitou.

— Eu não posso prometer isso.

Veio o silêncio — um corte seco como o de uma navalha. Algo mudou.

As sessões continuaram, mas já não eram escuta.

Eram contenção.

Até que, um dia, não houve mais conversa.

Só impacto.

Encontraram Cleiton dentro do carro.

Queimaduras de terceiro grau.

O corpo parcialmente carbonizado.

Após exames, os médicos constataram: a língua havia sido arrancada e a audição comprometida.

— O paciente apresenta queimaduras de terceiro grau. Estado crítico. Prognóstico gravíssimo.

Horas depois, uma mulher entrou na recepção.

Virgínia Andrade de Souza.

A recepcionista já a conhecia.

A mãe do paciente seguiu até o leito 666.

Aproximou-se da cama e segurou a mão do homem.

— Eu te avisei…

A voz falhou.

— Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher…

Nenhuma resposta.

Nenhum movimento.

Mais tarde, em casa, Virgínia recebeu um homem.

Elegante, de óculos escuros Oliver Peoples, emanando uma serenidade inquieta.

— E então, o que a senhora me diz?

Ela não hesitou.

— Não passa desta noite. Pode preparar tudo.

Ele sorriu.

— Já tenho comprador.

Ela assentiu.

— E afaste a esposa.

O homem se aproximou.

— Sabia que podia contar com você, mamãe.

Na manhã seguinte, o paciente do leito 666 foi a óbito.

Não era Cleiton Andrade de Souza.

Era Bruno Bezerra.

E, dessa vez, o que restou dele teve alguma utilidade.

Retrato em preto e branco de uma mulher sentada de costas, erguendo uma taça

Foto: Eddye Kiske

A protagonista

A atriz, considerada uma das mulheres mais lindas de seu país, viveu a era de ouro da TV em preto e branco no auge dos 22 anos. Tinha os homens aos seus pés e, por que não dizer, o mundo: convites para festas, peças de teatro, desfiles, almoços com celebridades e o assédio constante de homens poderosos. Viveu inúmeras personagens no cinema e na televisão, e foi parte viva da construção da televisão brasileira.

Mas hoje, aos 84 anos, enfrenta a lei da gravidade, que, a propósito, é cruel com o envelhecimento e com a decadência do corpo. A pele enrugada, a perda de colágeno, as marcas visíveis do tempo: nada disso, porém, a espanta. Ainda assim, a velhice não a venceu nem corrompeu sua inteireza ou seu amor-próprio. Olha-se no espelho, feliz por nunca ter se submetido a qualquer intervenção cirúrgica. Viu amigas se desconfigurarem a tal ponto que já não as reconhecia, consumidas pela vaidade e pelos excessos estéticos.

Ao longo dos anos, assistiu, abismada, a amigas perderem fortunas e, com elas, a dignidade. Atenta, soube observar o mundo sem se deixar devorar por ele. Foi responsável, ajudou muita gente e nunca jogou dinheiro fora. Ajuizada, fez seu pé de meia. Mora sozinha, cuida da casa e cultiva um jardim de flores silvestres como quem cultiva a própria mente.

Nos momentos de lazer, põe um disco na vitrola: Gal Costa. Ouve sua canção favorita, “Não Identificado”. Sentada numa cadeira confortável, vislumbra, em algum ponto do passado, a futilidade dos dias de aplauso. Ri de si mesma, enquanto a senhora de pele enrugada reflete sobre o esvaziamento natural do corpo. Brinca, escondendo pequenos objetos nas dobras da pele. Ainda assim, olha-se no espelho e agradece a Deus por ter uma mente tão lúcida.

Não se importa quando vai à praia e os outros, os tolos, a chamam de velha decadente. Eles nunca vão saber o que é envelhecer com grandeza: olhar-se no espelho e contemplar uma verdadeira obra de arte.

E dizer para si mesma:

— Porra, você é gostosa pra caralho.

Que se foda a vaidade.

Orquídea rosa

Bonito, Porto Seguro - BA • Foto: Eddye Kiske

Resolvi escrever um novo destino

Ele a chamou de vagabunda e lhe deu bofetadas dentro da faculdade. Não era a primeira vez. Aquilo já vinha acontecendo em muitos lugares, com uma frequência covarde, própria dos homens que confundem amor com posse e brutalidade com autoridade.

Dessa vez, porém, ela tomou coragem e desabafou com uma amiga. A amiga lhe indicara o filme Nunca Mais, dirigido por Michael Apted e estrelado por Jennifer Lopez. A história de uma mulher que, depois de tanto apanhar, decidiu reescrever o próprio destino.

Ela não era dada à violência. Não queria manchar as mãos de sangue, como ele fizera tantas vezes. Era uma moça fina, elegante, de bons modos, dessas que chegam dizendo: “com licença”, “bom dia”, “como vai?”, “por favor” e “tudo bem?”. Sustentava um sorriso nos lábios, mesmo nos dias mais difíceis. Trazia na bolsa uma caixa de curativos Band-Aid, mas nenhum deles servia para os machucados do coração.

Mas todo sofrimento tem limite e, muitas vezes, a virada de chave é apenas dizer: basta.

— Você não tem esse direito.
Não sou um produto que você comprou.

Em casa, depois de mais um dia de aula, o marido dormia. Roncava feito um condenado. Ela colocou uma panela com água para ferver. A água borbulhava. Um pouco trêmula, segurou a panela com as duas mãos e decidiu que aquela noite seria a última em que apanharia calada.

Olhou para o relógio: marcava meia-noite.
Abriu o portão.
Um gato, na esquina, a observava, como quem dissesse: conte comigo.
Ela agradeceu, óbvio. E seguiu sem olhar para trás... sumiu no meio da escuridão.

Homem não tem medo de nada

Antes de entrar no banheiro, coloquei um disco dos Rolling Stones para tocar.

Debaixo do chuveiro, distraído, eu cantava Sympathy for the Devil, empolgado, enquanto a água escorria pelo corpo.

De repente, senti algo gelado e escorregadio se aproximando da virilha. Quando olhei, vi um piolho-de-cobra — desses que parecem carregar mil pernas e nenhum temor.

Naquele instante, morri um pouco por dentro. Uma súbita paralisia me tomou por inteiro.

Bati a perna no chão com toda a força. Ele caiu. Levantei o pé para esmagá-lo — e pisei com tanta violência que o piso do banheiro até afundou.

Ali terminou a história dele.

A minha continuou, com o coração disparado e o corpo frio como um iceberg, enquanto Mick Jagger cantava No Expectations.

Um medo medonho me paralisou e me levou para bem longe dali.

E dizem que homem não tem medo de nada.

Mas, às vezes, basta um piolho-de-cobra no banho para que toda essa teoria escorra pelo ralo.

Sonho enterrado

Cláudia era aplicada, talentosa, sonhadora e tinha um brilho próprio por onde passava. Queria ser bailarina, como Ana Botafogo, mas seus pais eram trabalhadores CLT e não tinham condições de pagar uma escola de dança. Por isso, aprendia sozinha, assistindo a vídeos até os pés ferirem a meia surrada de vermelho: era autodidata.

Na escola, perdeu a inocência, descobriu o amor equivocado, o abuso e a sentença de morte. Aos quinze, caiu na lábia do porteiro da escola, enfrentou a família e foi arrastada para uma relação destrutiva. Aos dezoito, no dia do aniversário, a esposa do porteiro, grávida de seis meses e desnorteada, tirou-lhe a vida dentro da escola.

No dia do enterro, uma borboleta amarela dançava sobre o caixão. Um mês após a tragédia, cego de ódio e inconformado, o pai da menina enterrou o porteiro vivo. Ninguém sabe onde.

Em breve, novos contos e minicontos.

Sobre o Livro

Textos Indomáveis — Escrita Cheia de Efeito é uma obra para quem se recusa a viver anestesiado. Aqui, a palavra não é ornamento — é instrumento de impacto. Entre poesia e reflexão, o livro provoca, tensiona e convida o leitor à lucidez: olhar o mundo sem filtros e reconhecer a literatura como um ato de coragem. Cada texto carrega intensidade, questionamento e presença — uma escrita que não pede licença: atravessa. Escrito durante a pandemia de 2020 e publicado em 2021 — um dos períodos mais intensos da nossa história recente —, o livro retorna em 2026 com novos recortes e a mesma urgência de dizer o que precisa ser dito.

Degustação do livro (textos indomáveis – escrita cheio de efeito)

Antônio conselheiro negro Crio redemoinhos — sou ar!.
Meus olhos incendeiam — sou fogo!.
Alimento a floresta — sou água! —
Arranco árvores com os dentes — sou terra!
Redenção e paz Então, pai, o peso da tua mão jamais será mãe do meu viver.
Eu nasci para voar, pai. Nasci para voar.
Caligrafia perfeita Escrever é mastigar a própria carne e servir ao outro.
Redigir é assim: enquanto o leitor palita os dentes,
o escritor remói o osso.
A lei de Newton Se o Sol soubesse o quanto eu o amo,
construiria uma casa para mim na Lua
e me serviria, diariamente, sopa de ostras ou de palmito.

Frases

Quando um livro é lido, uma biblioteca se organiza dentro da mente – como um plasma. Esse é o poder gravitacional da literatura. Leiam!.

— Eddye Kiske

A cegueira da ignorância é o algoz que tenta eliminar o todo.

— Eddye Kiske

Para o feminicídio, eu arrasto uma cadeira elétrica e digo: “Sente-se.”

— Eddye Kiske

A poesia reconstrói cidades bombardeadas com lágrimas, sangue, amor e terra.

— Eddye Kiske

Tem gente que nos corrige de forma tão elegante que acaba nos enriquecendo.

— Eddye Kiske

Cuidado com o ladrão de almas, pois nessa área ele é crack.

— Eddye Kiske

O silêncio adormece o caos e desarma a fúria da língua.

— Eddye Kiske

O trabalhador sustenta a nação. 36 horas; reset.

— Eddye Kiske

Em meio à infinitude de edifícios, somos apenas um toco no centro da floresta queimada.

— Eddye Kiske

Sobre o Autor

Eddye Kiske é um autor independente que construiu o próprio caminho a partir das dificuldades. Entre desafios e persistência, publicou três livros: Geração Convincente / Assepsia Mental (2017, Editora Lura), Um Carinho a Mais com a Ferida Inimiga (2019, Editora Lura) e Textos Indomáveis — Escrita Cheia de Efeito (2021, Editora Viseu).

Natural de Teodoro Sampaio (BA), reside há mais de duas décadas em Lauro de Freitas, onde desenvolve uma escrita marcada pelo inconformismo e pela necessidade de expressão autêntica.

Na palavra, encontrou abrigo — e também espada. Sua literatura nasce da urgência de existir com voz própria.

Livros Publicados

Geração Convincente / Assepsia Mental
2017

Um Carinho a Mais com a Ferida Inimiga
2019

Textos Indomáveis / Escrita cheia de efeito
1ª edição · 2021

Textos Indomáveis / Escrita cheia de efeito
Lançamento • 2ª edição • 2026

Álbuns Musicais

Poesia em estado de música

🎧 Disponível nas plataformas digitais

Brazuca
Ritmo, cultura e identidade brasileira

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Cura Universal
Versos que resistem, unem e curam

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Transmutação
Consciência, ruptura e transformação

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Poesia Indomável —
Transgressora e real

Um grito de liberdade e existência

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Nova Edição — 2026

Textos Indomáveis — Escrita Cheia de Efeito retorna em sua segunda edição, repaginada e ainda mais intensa. Uma obra que reafirma sua força e amplia nossa capacidade de sentir, refletir, nos reconhecer e nos fortalecer como agentes na construção de uma sociedade mais justa.

Se você busca uma leitura que incomoda, desperta e transforma, este livro é para você.

Garanta o seu exemplar

Livro: R$ 50,00

Frete fixo: R$ 15,00 para todo o Brasil

Total: R$ 65,00

Envio para todo o Brasil. Após o pagamento, envie o comprovante pelo WhatsApp.

Edição limitada — garanta o seu enquanto disponível.

Trajetória e Momentos Marcantes

Principais marcos da minha caminhada como escritor, reunindo experiências que contribuíram para a construção da minha identidade literária.

Bienal do Livro

2017 — Bienal do Livro do Rio de Janeiro

Participação com a obra Geração Convincente / Assepsia Mental, pela Editora Lura.

Coletânea Contos e Poesias

2018 — Coletânea Nacional

Participação na coletânea Contos e Poesias, pela Editora Albatroz, reunindo autores de diversas regiões do Brasil.

Projeto Doce Poesia Doce

2018 — Projeto “Doce Poesia Doce”

Participação na antologia Doce Poesia Doce, pela Editora Cogito, com circulação em escolas, bibliotecas e faculdades, ampliando o acesso à poesia.

Lançamento do livro

2019 — Lançamento do Livro

Um Carinho a Mais com a Ferida Inimiga, lançado em 23/08/2019 na Câmara Municipal de Conceição do Jacuípe (BA).

Participação no Sarau da Loca Raízes

2019 — V Edição do Sarau da Loca Raízes

Participação no Sarau da Loca Raízes, realizado em 28/09/2019, em Lauro de Freitas (BA), evento cultural que reuniu música, teatro, dança e literatura. Um momento importante de apresentação do meu trabalho e de contato direto com o público.

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